A região Oeste da Bahia é uma das que mais crescem economicamente no Brasil em função da exploração agropecuária e agroindustrial, cuja intensificação se deu na década de 80.

No Oeste, o Município de Luís Eduardo Magalhães, emancipado da condição de distrito de Barreiras em 2000, atrai em especial a atenção da mídia e de investidores nacionais e estrangeiros em função do seu potencial e dos diferenciais produtivos para a cultura de commodities agrícolas. Dentre os principais produtos da matriz produtiva local estão algodão, soja, milho, café e pecuária.

Com apenas oito anos de existência, LEM, como é carinhosamente conhecido o município, ocupa hoje a 10ª posição no ranking dos municípios baianos em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia e a 29ª do Nordeste.

Todas as principais revendas de máquinas e implementos agrícolas do mercado dispõem de representações em LEM.

• Características físicas e edafoclimáticas

Duas áreas de características fundiárias distintas compõem a região Oeste da Bahia. São elas o “vale” e o “cerrado”. A região do vale margeia o Rio Grande e tem topografia variada, com depressões e saliências. Lá predomina a agricultura de subsistência. As atividades mais tradicionais são mandioca, milho, arroz, feijão e pecuária. Já no cerrado, área plana e, portanto, favorável à mecanização, desenvolveu-se o principal pólo agrícola da Bahia. O perfil produtivo do cerrado é de agricultura empresarial e intensiva. Destacam-se entre os agronegócios soja, algodão, milho e café.

A região de cerrado limita-se a Oeste com os estados de Goiás e Tocantins, e compreende os municípios de Formosa do Rio Preto, Riachão das Neves, Luís Eduardo Magalhães, Barreiras, São Desidério, Correntina, Jaborandi, Cocos e Baianópolis. Os índices pluviométricos também contribuem para a definição dos limites territoriais indicados às grandes culturas.

Com estação de chuvas bem definida, esse trecho de grandes extensões propiciou o desenvolvimento de variadas atividades agropecuárias, hoje consolidadas. Atualmente, abrem-se novas frentes de possibilidades para a introdução de culturas diferentes. Índices pluviométricos de até 1.800 mm e demais condições de clima e solos favoráveis, contribuem para o sucesso agronegócio na região.

 

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